2026 - MATCHBOX EXTREME

 

 

Removedor de Tinta

 Esta experiência consistiu em mergulhar uma miniatura num pote com removedor de tintas para verificar os danos causados por essa substância a uma miniatura Matchbox. Para esse experimento selecionamos uma típica miniatura fabricada pela Mattel, o MB552 Volkswagen Microbus.  Assim, após apenas 4 dias imersa no removedor, verificou-se que o chassi em plástico bem como as rodas foram sériamente danificados, ao contrário do interior que permaneceu praticamente intacto. A pintura por sua vez foi totalmente arrancada da miniatura, mostrando o poder do removedor ao qual ficou exposta. O plástico escuro que cobria as janelas da miniatura como se fosse os vidros da mesma, foi tão afetado pelo removedor de tinta que teve que ser descartado, pois pouca coisa restou desse. Finalmente as rodas como pode-se ver no eixo traseiro, ficaram completamente deformadas. Diante do resultado fico imaginando qual seria o efeito desse removedor se ficasse em contato com a pele durante o mesmo período de quatro dias.

O Poder do Mar - parte 1

 Em 23 de Fevereiro de 2008 iniciei a experiência de deixar esta  miniatura mergulhada  em um vidro com Água do mar durante 30 dias, cujo intuito era verificar quais danos seriam causados a mesma por esse tipo de solução.   Para esse experimento, foi selecionado o MB300, 1956 Ford Pickup. No final da primeira semana, verificou-se que os pinos das rodas estavam enferrujados. A pintura estava cheia de bolhas, soltava-se com facilidade e havia ficado totalmente opaca.  Já ao final da segunda semana o sal marinho havia aderido a toda carroçaria da miniatura embora, não havia nenhum sinal de ferrugem na mesma. No final da quarta semana, quando encerrei a experiência, o quadro permaneceria o mesmo das semanas anteriores. Como essa miniatura é fabricada em Zamac, apesar do sal ter aderido a pintura, a pintura em si não criou bolhas e em algumas partes apenas descascou. O interessante foi o plástico das "janelas" que ficou com o aspecto de um veículo abandonado ao tempo e ao vento.

O Poder do Mar - parte 2

  A primeira experiência realizada para verificar quais os danos que a água do mar causariam a uma miniatura diecast, foi realizada em fevereiro de 2008 e foi conduzida da seguinte maneira: Inicialmente mergulhou-se a miniatura em um pote com água salgada e lá a mesma permaneceu por cerca de 7 dias. Depois deste período, a mesma permaneceu o mesmo período exposta ao Oxigênio e as condições climáticas reinantes. Para fechar os dias, repetiu-se mais uma vez essa sequência. Já nessa segunda, a miniatura permaneceu imersa na água do mar por 30 dias e de lá só foi retirada uma vez por breves segundos para ser fotografada. Outro aspecto relevante, é que nessa experiência utilizou-se uma miniatura com a carroçaria em plástico, sendo escolhido o MB688, o 1961 Jaguar E Type Coupé. Ao final observou-se que o sal ficou incrustado na na carroçaria de modo que mal se consegue identificar a cor original da mesma. Também observou-se que os plásticos transparentes das "janelas" ficaram completamente opacos.

Abaixo de Zero - parte 1

 Ainda em Fevereiro de 2008, foi elaborada uma nova experiência dessa vez bem mais simples, que consistia em colocar uma miniatura Matchbox dentro de um Freezer doméstico, com o intuito de verificar se as baixas temperaturas ali existentes, poderiam de alguma forma causar algum tipo de dano a pintura e/ou a miniatura em si. Para essa experiência escolheu-se o MB363, 1962 Volkswagen Beetle. Assim, após 6 semanas a mesma foi antes de ser retirada do freezer foi fotografada e apesar de ter as suas rodas e eixos congelados, os mesmos voltaram a funcionar depois de atingirem a temperatura ambiente e apesar do gelo que juntou dentro da mesma, nenhum dano irreversível foi percebido.  O que ficou muito legal mesmo, foi o efeito causado pelo gelo do freezer acumulado/no teto da miniatura, dando a impressão que a mesma havia ficado ao relento em algum país Nórdico durante uma noite de inverno. Como as baixas temperaturas do Freezer não causaram nenhum dano a essa miniatura, a mesma pôde fazer parte de outro experimento.

Abaixo de Zero - parte 2

 Após a experiência anterior com o MB363 no Freezer doméstico, essa miniatura fez parte de outro experimento semelhante. Dessa vez, a colocaquei dentro de um pote com Água e novamente colocada no Freezer doméstico. Após o mesmo período de 6 semanas, embora apenas dois dias foram suficientes para congelar a miniatura, o efeito causado na mesma ficou muito bom, como se pode observar na foto. Apesar desse resultado, a miniatura foi fotografada e descongelada para em seguida ser congelada novamente. A idéia foi colocá-la num pote maior onde a mesma pudesse ser posteriormente removida desse pote e esculpir em volta da mesma um cubo de gêlo. Tanto nessa experiência como na experiência anterior, apesar de ter sido utilizada a água da nossa torneira, que não é uma água pura, observou-se que no estado sólido a água não causou nenhum dano a miniatura, nem mesmo os eixos enferrujaram, o que é bem comum nesse tipo de experiência quando mergulhamos uma miniatura, na água em se estado líquido.

Desbravando Rios - parte 1

 Em Dezembro de 2007 iniciei uma nova experiência que consistia em deixar uma miniatura enterrada, na verdade abri um buraco em uma folhagem que cria raízes junto as pedras do rio Capivari localizado no município de São Martinho em Santa Catarina, para que a mesma sofresse os efeitos provocados pelas enchentes deste rio que são frequentes, sem que ela pudesse ser arrastada pelo rio.   Para essa experiência escolheu-se o MB491, Volkswagen Beetle 4x4. A idéia era que a miniatura ficasse enterrada durante um período de aproximadamente seis meses e após eu ter escolhido um bom local e sinalizado bem onde a mesma havia sido enterrada e após o referido período retornei a São Martinho a fim de ver o resultado da experiência. Depois de diversas tentativas de localiza-lá, infelizmente tive que dar por encerrada essa experiência por não ter conseguido localizar a miniatura. Será que algum dia daqui a algumas décadas ela será localizada por alguém e será tratada como uma relíquia do início do século XXI ?

Desbravando Rios - parte 2

 Um pouco desapontado por não ter concluído a experiência de dezembro de 2007 em Santa Catarina, em junho de 2010 retornei ao mesmo local e decidi repetir tal experiência, porém dessa vez em um ambiente controlado. Assim, após encher um vidro com a Água do Rio Capivari, coloquei nesse uma miniatura idêntica a da experiência anterior. O MB491, é uma miniatura totalmemnte fabricada em plástico, com a exceção dos eixos das rodas, e após três meses do inicio desse experimento, tivemos os seguintes resultados: Os eixos enferrujaram e as rodas acabaram se soltando, a tinta da carroçaria assim como ocorrera com a água do mar encheu-se de bolhas mas não soltou-se da carroçaria. Logo, concluí-se que aparentemente a tinta utilizada nas miniaturas da Mattel aderem melhor ao Zamac do que ao plástico, independentemente se a mesma for mergulhada nas águas de um rio, que não possuí produtos químicos, na nossa água da torneira, que é quimicamente modificada, ou mesmo nas águas do mar.

Água da Chuva

 Ainda não satisfeito com os resultados obtidos com uma miniatura imersa na água de um rio e na água do mar, decidi repitir esse experimento, porém utilizando uma miniatura fabricada em Zamac e com a água da chuva para comprovar se o problema estava mesmo no material ao qual tinta é aplicada ou também está relacionado a densidade da água. Assim como as demais experiências, após três meses imersa, verificou-se que a tinta da carroçaria encheu-se de bolhas, mas também não se desprendeu da miniatura, os eixos das rodas enferrujaram mas não se desprenderam do modelo. O que me chamou a atenção foi a cor da água dentro do recipiente que, ao contrário das demais (água do rio e água do mar) manteve-se sempre cristalina. Surpreendentemente descobri que a resistência da tinta aplicada não depende somente do tipo de superfície mas, também da densidade e da alcalinidade da água na qual a miniatura é imersa. O modelo selecionado para essa experiência, foi o MB552, Volkswagen Microbus.

Água da nossa Torneira

 Poucos de nós sabem o que realmente compõe a água que chega em nossas torneiras. Seja lá como for, em uma rápida pesquisa na internet, descobri que a cidade de Porto Alegre tem a água mais contaminada entre todas as capitais do Brasil. Pensando nisto, decidi fazer uma experiência semelhante a que foi feita com a miniatura deixada em conserva nas águas do Rio Capivari em Santa Catarina e também compará-la com a água do mar. Para essa experiência, escolheu-se o MB630, o Chevrolet Corvette C6. Passado o tempo do experimento (3 meses), ao contrário do esperado, a miniatura conservou a pintura de sua carroçaria intacta, apresentando apenas ferrugem nos eixos das rodas o que provavelmente se deve a composição mais alcalina que a água das nossas torneiras recebem após os diversos processos de filtragem e Deus sabe o que mais são adicionados a esta antes de podermos consumí-las. Seja lá como for, é difícil estabelecer quais foram as razões pelas quais a tinta da carroçaria não criou bolhas, mantendo-se intacta.

Álcool em Gel

 Como será que uma miniatura da Matchbox reage sendo imersa em álcool em gel ?
 Tentando descobrir quais são os efeitos, em novembro de 2023 coloquei uma miniatura Jeep Hurricane Concept fabricada em 2005 pela Mattel em álcool em gel.
 Após um período de 360 dias imerso, notou-se uma descoloração ou desgaste na miniatura, que apesar de ser totalmente fabricada em plástico, não resistiu as propriedades corrosivas do álcool e que embora tenha deixado a miniatura extremamente limpa, uma camada de álcool acabou por aderir a ela deixando um aspecto brilhante.
 Embora o álcool em gel não seja tão corrosivo como outros removedores de tintas conhecidos, a experiência mostrou que a exposição de modo prolongado ao álcool em gel 70º pode trazer certos riscos a nossa saúde.  Logo, recomenda-se prudência ao manuseá-lo.

Coca-Cola

 Como será que uma miniatura da Matchbox reage sendo imersa em Coca-Cola ?
 Depois de alguns meses submersa, um dos pontos positivos da nossa Coca-Cola, é que a miniatura ficou extremamente limpa.  Passando a mão na mesma, não notei nenhum tipo de substância aderida ou de sujeira, logo aquela premissa de que a Coca-Cola é um excelente produto de limpeza se confirmou.
 O único aspecto negativo percebido, é que a miniatura mudou levemente de cor ficando ligeiramente mais escura em relação a sua cor original.
 Outro aspecto, porém não menos importante, é que depois de meses parada, como mostrado na segunda imagem, parte do açúcar da Coca-Cola se fundiu com o xarope resultando em uma pasta escura e adocicada que eu fiquei imaginando o que seria capaz de fazer em nosso corpo.
 Seja como for a Coca-Cola pode ser utilizada para tirar o brilho e envelhecer as suas miniaturas.

Desbravando Rios - parte 3

 Um pouco desapontado por não ter concluído a experiência de dezembro de 2007 em Santa Catarina, em 02 de janeiro 2026 retornei ao mesmo local e decidi repetir a experiência que consistia em deixar uma miniatura enterrada, na verdade abri um buraco no leito do rio e após enterrar a miniatura coloquei algumas pedras em cima dela para que a mesma não fosse levada pelas cheias do rio.   Vamos aguardar os resultados.